O manejo de pragas do milho atravessa um momento decisivo de inflexão. Se nas últimas décadas a preocupação central girava em torno de lagartas, o cenário atual elegeu um novo protagonista: menor em tamanho, mas devastador em impacto econômico, a cigarrinha-do-milho.
No Brasil, a realidade exige atenção máxima. Em regiões de alta pressão da praga, como o oeste do Paraná e Santa Catarina, produtores relatam perdas expressivas de produtividade do milho quando o controle é ineficaz.
Diante de números tão expressivos, uma conclusão se impõe: o manejo convencional da cigarrinha com estratégias isoladas já não é suficiente.
Nesse novo contexto, a inovação biológica se posiciona não apenas como alternativa, mas como pilar dentro do Manejo Integrado de Pragas (MIP) para proteger a produtividade do milho e blindar a rentabilidade do produtor.
Neste conteúdo, vamos explorar como a bioeficiência está redefinindo a proteção de cultivos. Confira porque essa tecnologia é essencial para o Manejo Integrado de Pragas (MIP) e como ela atua simultaneamente no controle da cigarrinha, contribuindo para o manejo dos enfezamentos no milho na potencialização do desenvolvimento da lavoura.
A origem do problema: por que o manejo convencional da cigarrinha-do-milho está falhando?
A cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis) não é uma praga comum. Ela atua como um vetor de alta complexidade, expondo as fragilidades dos sistemas simplificados de manejo.

1. A pressão de seleção
A biologia da cigarrinha desafia o produtor. Em condições climáticas favoráveis, com temperaturas acima de 26 °C, seu ciclo de vida torna-se explosivo. A rápida multiplicação obriga o agricultor a realizar múltiplas entradas na lavoura para tentar conter a população.
O perigo, no entanto, reside nessa repetição. O uso contínuo das mesmas ferramentas de controle exerce uma pressão de seleção severa sobre a praga. O resultado biológico é crítico: sobrevivem apenas os indivíduos mais fortes e adaptados e a cada nova safra, doses e número de aplicações precisam ser elevadas e intervalos de aplicação reduzidos.
Isso gera um ciclo vicioso que eleva drasticamente o custo de produção e comprime a margem de lucro do produtor.
Nesse cenário, fica evidente que o manejo convencional da cigarrinha tornou-se insustentável.
2. A ponte verde
A intensificação agrícola, impulsionada por janelas de plantio estendidas e pela sucessão soja-milho, acabou criando, inadvertidamente, o ambiente perfeito para a perpetuação da praga.
Neste cenário, as plantas tigueras (milho voluntário) e plantas daninhas atuam como reservatórios vivos — a temida ponte verde. Elas permitem que a população da praga sobreviva e se mantenha infectada durante a entressafra, período em que, teoricamente, o campo deveria estar livre do hospedeiro.
A consequência é imediata: no momento em que a nova safra é estabelecida, a cigarrinha não precisa migrar de grandes distâncias; ela já está presente na área, ativa e pronta para transmitir os enfezamentos desde os estágios iniciais da cultura (V1-V3), fase em que o milho é mais vulnerável.
Além das folhas: os danos ocultos da cigarrinha-do-milho
Talvez o aspecto mais perverso do complexo de enfezamentos, grupo de doenças transmitidas pela cigarrinha, seja o prejuízo que não é percebido de imediato.
Enquanto o produtor monitora as folhas em busca de sintomas visuais clássicos, como estrias cloróticas ou avermelhamento, a planta sofre silenciosamente acima e abaixo do solo.

O colapso do sistema radicular
Estudos indicam que a infecção pelos molicutes (Spiroplasma e Fitoplasma) nas fases iniciais do desenvolvimento (V1 a V8) é crítica. O patógeno age obstruindo os vasos condutores (floema) e desregulando o balanço hormonal da planta.
O impacto fisiológico é devastador e causa uma atrofia severa, com redução de até 60% no volume do sistema radicular. Como consequência, a planta perde drasticamente sua capacidade de buscar recursos vitais, como água e nutrientes.
Essa deficiência radicular cobra um preço alto em dois momentos decisivos, especialmente no milho safrinha:
- Baixa tolerância à seca: em anos com veranicos ou déficit hídrico, as plantas infectadas e com raízes curtas são as primeiras a morrer por estresse hídrico.
- Perdas na colheita: raízes fracas comprometem a ancoragem da planta no solo. Isso potencializa o tombamento e a quebra do colmo no final do ciclo, inviabilizando a colheita.
Todas essas perdas levam a redução da produtividade do milho. Segundo a Embrapa, os enfezamentos podem reduzir em mais de 70% a produção de grãos em plantas suscetíveis.
É diante desse cenário de risco que a inovação deixa de ser opcional. Para proteger o potencial produtivo é preciso ir além.
A inovação biológica como caminho para conter o avanço da cigarrinha-do-milho
A inserção do controle biológico de alta tecnologia no Manejo Integrado de Pragas (MIP) chega para estabelecer novos horizontes no controle da cigarrinha-do-milho.
O objetivo é ir além do manejo convencional, quebrando não apenas o ciclo reprodutivo da praga, mas como também potencializando a fisiologia da planta.
É exatamente nessa fronteira de inovação que atuam soluções biológicas como NETURE®, da Syngenta Biologicals. A tecnologia representa a nova era da bioeficiência e foca em três pilares essenciais para um controle completo da cigarrinha:
1. Amplo espectro
A fórmula inovadora de NETURE® foi desenvolvida especificamente para o controle dos principais sugadores de difícil manejo.
O produto se destaca por seu amplo espectro de ação. Além de atuar com alta eficiência sobre a cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis), ele entrega controle robusto sobre outras pragas que tiram o sono do produtor, como:
- percevejo-marrom (Euschistus heros);
- percevejo-barriga-verde (Dichelops melacanthus);
- mosca-branca (Bemisia tabaci raça B);
- tripes (Frankliniella schultzei e Caliothrips brasiliensis);
- pulgões.
Essa versatilidade posiciona o NETURE® como um inseticida microbiológico completo. Ele é uma ferramenta estratégica não apenas para o milho, mas também para proteger culturas como soja, algodão, cana-de-açúcar e hortifrúti.
Essa versatilidade conecta-se diretamente ao desafio da ponte verde. Ao atuar com eficiência sobre o complexo de pragas de diferentes culturas que abrigam a praga, o uso da tecnologia biológica ajuda a reduzir a pressão inicial de infestação antes mesmo que ela comprometa a nova safra.
2. Alta eficácia
Para entregar resultados superiores dentro do Manejo Integrado de Pragas (MIP), NETURE® atua sobre a cigarrinha-do-milho por meio de mecanismos de ação múltiplos e complementares.
A base dessa alta eficiência reside em uma formulação inovadora que combina dois agentes biológicos com funções sinérgicas: Pseudomonas chlororaphis e Pseudomonas fluorescens.
Juntas, essas bactérias oferecem uma proteção completa com ação por contato, ingestão e repelência:
- Parada da alimentação (ingestão): os agentes biológicos produzem proteínas inseticidas específicas (FitD e FitE). Ao serem ingeridas, elas atuam diretamente no sistema digestivo e nervoso dos insetos-alvo, o que paralisa a alimentação e interrompe imediatamente os danos à planta.Isso paralisa a sucção de seiva e bloqueia a transmissão do complexo de enfezamentos, uma vez que impede o vetor de infectar o floema da planta.
- Ação de choque (contato): diferente dos biológicos tradicionais que exigem tempo para colonizar, a formulação de NETURE® entrega metabólitos inseticidas prontamente disponíveis. Isso confere uma ação de choque imediata por contato direto e contaminação tarsal, promovendo a maior rapidez de resposta entre os biológicos do mercado.
- Proteção prolongada (repelência): a eficácia é reforçada por um efeito comportamental. Os agentes induzem a planta a produzir terpenos voláteis, compostos que criam uma barreira natural que afasta a praga e potencializa a proteção da lavoura por mais tempo.

3. Vai além da ação bioinseticida
NETURE® vai além da função bioinseticida e une praticidade operacional a ganhos fisiológicos tangíveis para a planta.
Sua formulação tecnológica rompe com as limitações logísticas tradicionais, pois não necessita de refrigeração para armazenamento e possui total compatibilidade em mistura de tanque com os principais defensivos químicos do mercado.
Isso significa que a solução se adapta ao manejo do produtor, e não o contrário, otimizando a operação no campo e reduzindo a complexidade logística.
Além da praticidade, NETURE® atua como um poderoso promotor de crescimento, potencializando o desenvolvimento do milho e de outras culturas.
Sua tecnologia foi desenhada para impulsionar a fisiologia da lavoura em dois aspectos críticos:
- Desenvolvimento superior: o produto beneficia diretamente o início da safra e contribui para a maior rapidez no estabelecimento da cultura (arranque inicial), auxiliando o desenvolvimento vigoroso do sistema radicular e da parte aérea do milho.
- Resiliência no campo: Ao promover plantas mais robustas e bem nutridas, a tecnologia entrega lavouras com mais vigor e maior tolerância a estresses (bióticos e abióticos).
Essa combinação de controle efetivo das pragas com o estímulo direto ao desenvolvimento vegetal transforma a dinâmica do manejo. O produtor deixa de apenas reagir aos problemas e passa a atuar ativamente na construção de um ambiente produtivo mais seguro, sustentável e rentável.
Assumindo o controle da cigarrinha-do-milho com NETURE®

O desafio imposto pelos complexos danos causados pela cigarrinha e pelos enfezamentos exigia uma evolução urgente nas estratégias de campo. NETURE® chega exatamente para preencher essa lacuna e se consolida como o biológico que abre novos horizontes no controle de pragas.
Mais do que um inseticida biológico, a tecnologia simboliza uma nova era no manejo. Trata-se de uma agricultura em que a alta tecnologia biológica atua não apenas na eliminação do vetor, mas na proteção ativa do potencial produtivo da planta.
Ao integrar máximo controle com a máxima praticidade, NETURE® elimina as antigas barreiras de adoção dos biológicos. A solução não necessita de refrigeração e oferece total compatibilidade com o manejo químico convencional, simplificando a operação.
Adotar NETURE® é assumir uma postura proativa contra a cigarrinha-do-milho. É escolher uma ferramenta moderna, versátil e alinhada à sustentabilidade, permitindo que a lavoura tenha a resistência necessária para enfrentar os estresses do clima e alcançar uma elevada produtividade.
A Syngenta está ao lado do produtor rural em todos os momentos e oferece as soluções necessárias para construirmos, juntos, um agro cada vez mais inovador, rentável e sustentável.
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